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A direcção da Associação
Cultural da Escola da Amieira manifesta “publicamente o
seu repúdio pelos factos, os quais indignaram e
ofenderam profundamente a população do lugar”. E que
factos são estes? Diz a direcção da Associação que um
grupo de amieirenses, aproveitando a data,(6 de
Fevereiro) de batida as raposas, resolveu visitar a
escola que tinham frequentado e onde está parte das
alegrias e saberes compartilhados no passado recente de
todos”. No entanto, adiantam em comunicado enviado a
comunicação social, “surgiram então caçadores com
arrogância auto-afirmando-se donos e senhores daquele
espaço público, com provocações, procurando o confronto
com a população ali presente proferindo termos ofensivos
e injuriosos”. Mais, “os amieirenses foram impedidos de
entrar dentro do edifício da escola que frequentaram”.
Segundo José P. Abreu “o presidente dos caçadores
alertado para o sucedido, pelo presidente da Associação
Cultural da Amieira nada fez”. A comunicação social, a
direcção da recém criada associação daquela localidade
da freguesia de Urqueira, fala ainda em “violação da
sala de aulas”, tal como havia ocorrido a 30 de Janeiro
(primeiro dia da batida as raposas). Isto porque a
direcção presidida por José P. Abreu terá escrito uma
carta ao presidente da Associação Cultural Escola da
Amieira apelando a “auto-reflexão e bom senso dos
caçadores, sensibilizando-os para locais próprios e
melhor adequados para actos que o grupo de caçadores
pratica ou pretende vir a praticar”. Dizem ainda estes
elementos que a utilização daquele espaço pelos
caçadores “irá ser sempre um elemento de
desestabilização e perturbação no bom relacionamento, da
boa convivência e urbanidade existente”.
Sede cedida há muito
Confrontado com as
acusações, o presidente da direcção do Clube de
Caçadores diz estar de consciência tranquila por tudo
estar legalmente claro. Miguel Pascoal salienta que o
assunto foi tratado, há um ano atrás, em reunião de
Assembleia de Freguesia. “Tanto que se começou logo a
falar em sede”, lembra Miguel Pascoal. Em Dezembro de
2004, o assunto foi mesmo discutido em Assembleia de
Freguesia e registado em acta, tal como em acta da
reunião de Junta de Freguesia, diz o presidente. E a
decisão foi “unânime”, lembra. “Todos votaram a favor.
Está escrito em acta”, completa ainda. E segundo o
contrato já verbalizado mas ainda nao assinado mas já
verbalizado, pelo uso do espaço, os caçadores pagariam
50 euros mensais a Junta de Freguesia. Quanto a obras,
que os caçadores pretendiam fazer, como um telheiro, tal
só seria possível com autorização da Junta de Freguesia.
Apesar das críticas, Miguel Pascoal é peremptório: “Não
quero guerra com ninguém”. No entanto, lembra que esta
associação só aparece agora depois de já ter sido cedido
o local aos caçadores.
Falta de diálogo
Diz ainda que no primeiro
dia de batida as raposas (30 de Janeiro) este mesmos
elementos estiveram em convívio com os caçadores tendo
mesmo partilhado do café destes. “da primeira vez
dei-lhes a chave e ficaram com ela para a escola. Na
segunda vez (6 de Fevereiro) não me pediram e por isso
não lha dei, porque não ma pediram”, diz Miguel Pascoal.
O mesmo responsável nega ainda que tenha havido qualquer
tipo de confronto ou comentários entre elementos das
duas associações”. Confirma ter recebido uma carta da
Associação mas garante que não lhe foi possível (por ter
recebido na quinta-feira anterior da batida as raposas)
mudar local de concentração. E quando se fala de
cultura, Miguel Pascoal diz que os caçadores dão esse
exemplo, juntando 150 caçadores vindos de diversos
pontos do país para um são convívio.
Reunião resolverá
Miguel Pascoal condena ainda
que em vez de esperarem por uma reunião que vai ter
lugar a 16 de Fevereiro, com a Junta de Freguesia, os
responsáveis desta associação recém-criada optem por
trazer o assunto para a praça pública em vez que o
resolver nas instâncias competentes. “Custa-me é que
ofendam os caçadores”, diz lembrando que dos mais de cem
associados que tem o clube de caçadores, 20 são da
Amieira. E neste caso também os estão incluídos os
habitantes da Amieira e caçadores.
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