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Urqueira - Associação de caçadores vs Associação Cultural da Escola
In Noticias de Ourém de 17-FEV-2005

A direcção da Associação Cultural da Escola da Amieira manifesta “publicamente o seu repúdio pelos factos, os quais indignaram e ofenderam profundamente a população do lugar”. E que factos são estes? Diz a direcção da Associação que um grupo de amieirenses, aproveitando a data,(6 de Fevereiro) de batida as raposas, resolveu visitar a escola que tinham frequentado e onde está parte das alegrias e saberes compartilhados no passado recente de todos”. No entanto, adiantam em comunicado enviado a comunicação social, “surgiram então caçadores com arrogância auto-afirmando-se donos e senhores daquele espaço público, com provocações, procurando o confronto com a população ali presente proferindo termos ofensivos e injuriosos”. Mais, “os amieirenses foram impedidos de entrar dentro do edifício da escola que frequentaram”. Segundo José P. Abreu “o presidente dos caçadores alertado para o sucedido, pelo presidente da Associação Cultural da Amieira nada fez”. A comunicação social, a direcção da recém criada associação daquela localidade da freguesia de Urqueira, fala ainda em “violação da sala de aulas”, tal como havia ocorrido a 30 de Janeiro (primeiro dia da batida as raposas). Isto porque a direcção presidida por José P. Abreu terá escrito uma carta ao presidente da Associação Cultural Escola da Amieira apelando a “auto-reflexão e bom senso dos caçadores, sensibilizando-os para locais próprios e melhor adequados para actos que o grupo de caçadores pratica ou pretende vir a praticar”. Dizem ainda estes elementos que a utilização daquele espaço pelos caçadores “irá ser sempre um elemento de desestabilização e perturbação no bom relacionamento, da boa convivência e urbanidade existente”.  

Sede cedida há muito  

Confrontado com as acusações, o presidente da direcção do Clube de Caçadores diz estar de consciência tranquila por tudo estar legalmente claro. Miguel Pascoal salienta que o assunto foi tratado, há um ano atrás, em reunião de Assembleia de Freguesia. “Tanto que se começou logo a falar em sede”, lembra Miguel Pascoal. Em Dezembro de 2004, o assunto foi mesmo discutido em Assembleia de Freguesia e registado em acta, tal como em acta da reunião de Junta de Freguesia, diz o presidente. E a decisão foi “unânime”, lembra. “Todos votaram a favor. Está escrito em acta”, completa ainda. E segundo o contrato já verbalizado mas ainda nao assinado mas já verbalizado, pelo uso do espaço, os caçadores pagariam 50 euros mensais a Junta de Freguesia. Quanto a obras, que os caçadores pretendiam fazer, como um telheiro, tal só seria possível com autorização da Junta de Freguesia. Apesar das críticas, Miguel Pascoal é peremptório: “Não quero guerra com ninguém”. No entanto, lembra que esta associação só aparece agora depois de já ter sido cedido o local aos caçadores.  

Falta de diálogo 

 Diz ainda que no primeiro dia de batida as raposas (30 de Janeiro) este mesmos elementos estiveram em convívio com os caçadores tendo mesmo partilhado do café destes. “da primeira vez dei-lhes a chave e ficaram com ela para a escola. Na segunda vez (6 de Fevereiro) não me pediram e por isso não lha dei, porque não ma pediram”, diz Miguel Pascoal. O mesmo responsável nega ainda que tenha havido qualquer tipo de confronto ou comentários entre elementos das duas associações”. Confirma ter recebido uma carta da Associação mas garante que não lhe foi possível (por ter recebido na quinta-feira anterior da batida as raposas) mudar local de concentração. E quando se fala de cultura, Miguel Pascoal diz que os caçadores dão esse exemplo, juntando 150 caçadores vindos de diversos pontos do país para um são convívio.  

Reunião resolverá 

Miguel Pascoal condena ainda que em vez de esperarem por uma reunião que vai ter lugar a 16 de Fevereiro, com a Junta de Freguesia, os responsáveis desta associação recém-criada optem por trazer o assunto para a praça pública em vez que o resolver nas instâncias competentes. “Custa-me é que ofendam os caçadores”, diz lembrando que dos mais de cem associados que tem o clube de caçadores, 20 são da Amieira. E neste caso também os estão incluídos os habitantes da Amieira e caçadores. 

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